quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Muletas

Existem momentos na vida quando precisamos de muletas.  Sofremos um acidente e precisamos de apoio para permitir que o nosso corpo se recupere.  Num momento destes, não existe nenhuma vergonha em usar muletas.  Ainda assim, é normal que as muletas sejam temporárias e não permanentes.

Algumas pessoas ficam tão acostumadas com o suporte das muletas que somente um bom amigo consegue convencê-las de que chegou a hora de andar sem o apoio das multetas. Com uma palavra ou ação, o amigo manda um sinal claro que está na hora de deixar de lado o apoio e andar na direção da recuperação total.

Jesus nos chamou: "Seus amigos".  Como nosso bom amigo, Jesus chegará no processo da nossa recuperação da dor e comunicará claramente que chegou a hora de colocar de lado as muletas.  Ele consegue ver que corremos o risco de desenvolvermos uma dependência do apoio e a empatia que recebemos porque sofremos.  Ele percebe que paramos o processo de recuperação total porque a atenção que recebemos na nossa dor parou a nossa recuperação.

Mendigos profissionais podem ser vistos nas esquinas de qualquer cidade grande pedindo apoio.  No fim de um dia inteiro pedindo apoio eles se levantam e procuram a sua condução para casa onde, às vezes, vivem melhor do que quem doou dinheiro a eles.  Vivem permanentemente das muletas e da empatia dos outros.

Eles fizeram a sua dor permanente como uma maneira de receber apoio.  Que triste para eles!  Eles precisam de um amigo como Jesus para ter a coragem de jogar fora as muletas da sua dor e entrar numa recuperação completa da sua humanidade e liberdade.

Pode ser dificil acreditar, mas todos nós podemos desenvolver uma dependência de apoio  que vem de nunca nos recuperar totalmente da nossa dor.  Nós ficamos num lugar estratégico no nosso mundo pedindo o apoio de todos, contando a nossa história de dor, dia após dia. Assim pessoas prestam atenção na gente e fazem contribuições para nos ajudar.

Nosso bom amigo Jesus não nos deixará  fazer isto para sempre.  Cedo ou tarde, Ele virá e tirará as nossa muletas.  Ele nos ama tanto que não pode nos deixar na prisão da nossa dor.  Ele sabe quando chega a hora de andarmos somente com Ele nos apoiando.

Amigos de verdade sabem quando as muletas devem ficar ou ir embora.  Peça para Jesus mostrar se chegou a hora da sua recuperação completa.  Ele sabe e Ele ama você tanto que não vai apressar a recuperação e não vai deixar você viver na memória da dor para sempre.

Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.  Este é o meu mandamento: Amem-se uns aos outros. João 15: 15-17


Carlos McCord

Presidente do Ministério Permanecer

Atos de Gratidão

Texto: Miquéias 6:1-8 e Mateus 11:30

O que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus (Miqueias 6:8). Poucas pessoas me conheciam tão bem quando menino quanto Francis Allen, o pastor que me levou a Jesus Cristo. Um pregador de fogo e enxofre no púlpito e, longe dele, um exemplo quase perfeito da bondade e do amor de Deus. Muito cedo, Francis percebeu em mim uma tendência para tentar “comprar” a aprovação, trabalhando mais do que o esperado e fazendo mais do que as pessoas pediam. “São bons presentes para dar aos outros,” ele dizia, “mas você nunca deveria usá-los para comprar a aceitação e o amor das pessoas— ou de Deus.” Para me ajudar a compreender isto, ele me disse para ler a promessa de Jesus em Mateus 11:30 de que seu “…jugo é suave…” — uma afirmação que algumas vezes parece simples demais para ser verdade. Depois, indicando Miqueias 6:6-8, falou: “Agora leia isto e se pergunte se há algo que você possa dar a Deus que Ele já não possua.” A resposta, claro, é não. E prosseguiu em sua explicação de que Deus não pode ser comprado — o dom da graça não tem preço. Sendo isto verdade, qual deveria ser nossa reação? “…pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (v.8). Aprendi que estas são atitudes de gratidão — não de compra. Permita que Miqueias 6 seja um lembrete de que a graça não tem preço e que o viver pela fé é a nossa gratidão. As boas obras não são o meio para se obter a salvação, mas o seu resultado. Randy K. Kilgore

Texto extraído do Plano de Leitura Bíblica - Amar, como Deus amou! Servir como Jesus serviu!

Causa ou Consequência?

Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas. Sabemos que o juízo de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade.  Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus?  Ou será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?  Romanos 2:1-4

Fica bem claro nas escrituras que o Criador do universo é a causa e a consequência de tudo e de todos.  O Criador é a pura e eterna verdade.  Existe, sim, a causa e a consequência já estabelecidas.

O Criador  enviou o Seu Filho amado como um convite a todos que vivem no mundo a voltarem para a causa e consequência originais.  O Criador convida a voltar, sim, mas não há perigo de que outro poder possa mudar a causa e a consequência orginal. 

A pergunta de hoje para o cristão neste mundo decadente e cheio de pecado é: se fomos chamados pelo Criador a ser a causa e consequência na vida dos outros. Devemos nos colocar como a causa que pode mudar este mundo com os seus comportamentos decadentes?  Devemos julgar o comportamento dos outros e administrar alguma consequência sobre eles rejeitando-os ou punindo-os?

Em outras palavras, existe um  tipo de “jihad” cristão? Existe um tipo de “cruzada” cristã que pode e deve insistir com força ou ameaça em nome de Deus?

A resposta é: não existe. Se existisse, Jesus teria usado e teria ensinado os seus primeiros discípulos a usá-lo.  Como cristãos, não somos a causa ou a consequência do Criador neste mundo.  Segundo Jesus, somos o sal e a luz do mundo. Somos, como Ele,  um convite generoso em carne e osso do Criador a sair das trevas e voltar à luz.

Em nenhum momento Jesus praticou um tipo de “jihad” ou “cruzada”.  Em nenhum momento Jesus, como ser humano, se tornou uma consequência negativa na vida de um pecador.   Os fariseus queriam que Ele fosse uma consequência negativa sobre alguns, menos eles, mas Ele não foi. A vida e a morte Dele foram um convite em carne e osso para voltar para Deus, a causa e a consequência.

Mas, porque Jesus não usou o poder sobre as pessoas?   Porque ele queria que as pessoas O vendo e O ouvindo experimentassem o arrependimento divino, genuíno e permanente.  Este tipo de arrependimento somente vem pela bondade, tolerância e paciência. É um arrependimento que o ser humano manifesta quando descobre que não é o dono da causa ou das consequências.  É um momento quando o ser humano finalmente diz: “Não sou Deus e preciso deste Deus bondoso que vejo em Jesus!”

Não há nenhuma sombra de dúvida de que ainda existem sobre todo ser humano a causa e a consequência do Criador.  Mas, como cristãos, não somos nenhuma das duas coisas no mundo.  Como Jesus, somos em carne e osso a manifestação do que significa voltar para a causa e a consequência do amor do Criador.

Somos um convite em carne e osso dizendo: “Arrependa-se e creia em Jesus que é o caminho, a verdade e a vida, que levará você de volta à causa e à consequência do amor original.”



Carlos McCord

Presidente do Ministério Permanecer

quinta-feira, 30 de julho de 2015

De lá para cá

O Reino de Deus fica longe daqui?  Você sabe a distância de lá  para cá?  Será que o Reino é tão longe daqui que não podemos conhecer o Reino?
Talvez mais três perguntas poderão nos ajudar a chegar mais perto de uma resposta.

Você conheceu alguém a quem amava profundamente e que já faleceu e foi para o céu?  Quando você pensa nesta pessoa que está lá, parece que ela está muito longe de você?  Quando você pensa nela vivendo bem lá e que você um dia vai estar lá, parece que a distância encurta um pouco?

As distâncias mudam em nossa mente quando conhecemos alguém que vive ou viveu bem num outro lugar.  Por causa desta pessoa parece que unir lá e cá, se torna possível.

Jesus nos ensinou a orar a respeito do Reino de Deus como se o Reino pudesse vir de lá para cá.  Nesta oração Ele mostra que o Reino não é uma questão de distância ou posição geográfica que separa lá e cá, mas uma questão de obediência e cooperação com o Pai celestial.

Leia mais uma vez a oração “Pai Nosso” e veja como  lá e cá podem se transformar no mesmo lugar.

Vocês, orem assim:
“Pai nosso, que estás nos céus!
Santificado seja o teu nome.
Venha o teu Reino;
seja feita a tua vontade,
assim na terra como no céu.
Dá-nos hoje o nosso
pão de cada dia.
Perdoa as nossas dívidas,
assim como perdoamos
aos nossos devedores.
E não nos deixes cair
em tentação,
mas livra-nos do mal,
porque teu é o Reino, o poder e a glória
para sempre. Amém.
Mateus 6:9-13
Uma das coisas essênciais para compreender o ensino de Jesus é perceber que Ele veio de lá para cá.  De lá, onde a cooperação com o Pai é 100%; para cá, onde a cooperação nunca é 100%.  Jesus vindo de lá  para cá obedecendo ao Pai 100% trouxe para cá o Reino. Assim, Jesus é o início da resposta da oração “Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus”.

A obêdiência de Jesus aqui, como Ele sempre obedeceu lá, trouxe para muito perto de nós o Reino de Deus. E Ele fecha a distância entre lá e cá para sempre na vida daqueles que creem Nele,  se tornam Filhos de Deus e cooperam com o Pai.

A pura verdade é que Jesus vindo de lá para cá é o caminho, a verdade e a vida.  Ninguém vai para lá a não ser por Ele.

Jesus conosco significa que a distância entre lá e cá fechou de vez.  Quando cooperamos com o Pai dia após dia, cada vez mais do Reino de Deus aparece aqui.

Em Jesus você, também, é o Reino vindo para cá.

Pr. Carlos McCord
Presidente Ministério Permanecer

quinta-feira, 23 de julho de 2015

A situação dos cristãos na América Latina

Existem momentos na vida quando precisamos de muletas.  Sofremos um acidente e precisamos de apoio para permitir que o nosso corpo se recupere.  Num momento destes, não existe nenhuma vergonha em usar muletas.  Ainda assim, é normal que as muletas sejam temporárias e não permanentes.

Algumas pessoas ficam tão acostumadas com o suporte das muletas que somente um bom amigo consegue convencê-las de que chegou a hora de andar sem o apoio das multetas. Com uma palavra ou ação, o amigo manda um sinal claro que está na hora de deixar de lado o apoio e andar na direção da recuperação total.

Jesus nos chamou: "Seus amigos".  Como nosso bom amigo, Jesus chegará no processo da nossa recuperação da dor e comunicará claramente que chegou a hora de colocar de lado as muletas.  Ele consegue ver que corremos o risco de desenvolvermos uma dependência do apoio e a empatia que recebemos porque sofremos.  Ele percebe que paramos o processo de recuperação total porque a atenção que recebemos na nossa dor parou a nossa recuperação.

Mendigos profissionais podem ser vistos nas esquinas de qualquer cidade grande pedindo apoio.  No fim de um dia inteiro pedindo apoio eles se levantam e procuram a sua condução para casa onde, às vezes, vivem melhor do que quem doou dinheiro a eles.  Vivem permanentemente das muletas e da empatia dos outros.

Eles fizeram a sua dor permanente como uma maneira de receber apoio.  Que triste para eles!  Eles precisam de um amigo como Jesus para ter a coragem de jogar fora as muletas da sua dor e entrar numa recuperação completa da sua humanidade e liberdade.

Pode ser dificil acreditar, mas todos nós podemos desenvolver uma dependência de apoio  que vem de nunca nos recuperar totalmente da nossa dor.  Nós ficamos num lugar estratégico no nosso mundo pedindo o apoio de todos, contando a nossa história de dor, dia após dia. Assim pessoas prestam atenção na gente e fazem contribuições para nos ajudar.

Nosso bom amigo Jesus não nos deixará  fazer isto para sempre.  Cedo ou tarde, Ele virá e tirará as nossa muletas.  Ele nos ama tanto que não pode nos deixar na prisão da nossa dor.  Ele sabe quando chega a hora de andarmos somente com Ele nos apoiando.

Amigos de verdade sabem quando as muletas devem ficar ou ir embora.  Peça para Jesus mostrar se chegou a hora da sua recuperação completa.  Ele sabe e Ele ama você tanto que não vai apressar a recuperação e não vai deixar você viver na memória da dor para sempre.

Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.  Este é o meu mandamento: Amem-se uns aos outros. João 15: 15-17

Pr. Carlos McCord
Presidente Ministério Permanecer

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O Caminho Luz

Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12

O simples ato de andar sem dor no nosso próprio lar pode ser transformado num momento de dor intensa se a luz se apaga.  O que deveria ser um passeio calmo pela casa pode se tornar uma dor chocante quando certas partes do nosso corpo, como os dedos dos pés,  fazem contato contra objetos imóveis e temporariamente invisíveis.

Qualquer pessoa que já acordou durante a noite e na escuridão e tentou achar o caminho para um outro lugar na casa, sem acordar as outras pessoas, sabe o que é a mistura dolorosa de dor e escuridão.  Parece que a dor na escuridão é de um poder multiplicado por 10!

Nada pode substituir a luz.  Fomos criados para achar o Caminho pela luz.  Precisamos do apoio contínuo da luz até para andar em lugares bem conhecidos. Pessoas sem luz podem fazer adaptações e aprender a viver uma certa qualidade de vida sem luz, mas as limitações não podem ser ignoradas ou negadas.  A luz é amiga de todos.

Quando Jesus diz que Ele é a luz do mundo, Ele se declara o amigo da humanidade.  Ele está dizendo que Ele é essencial para quem quer andar em paz por aqui.
Ele sabe que temos a tendência de acordar na escuridão e tentar achar o caminho até com boas intenções.  Ele não insiste que a gente ande na luz, mas logo todos perceberão que a dor de andar sem luz acordará todos que vivem perto de nós.

Quando acordamos num momento de escuridão profunda, Jesus já está acordado e oferecendo a sua luz.  Quando insistimos em andar sem a luz de Jesus certamente experimentaremos da dor multiplicada por 10.  Assim, todos na nossa casa vão compartilhar a nossa dor e perder a paz.


Andar na luz de Jesus é o caminho que deixará todos que amamos em paz e descansando bem.

Pr. Carlos McCord
Presidente do Ministério Permanecer

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Confusão

Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. 
          I Co. 14:33


Confusão tira de nós e do amor a energia e a vida.  Uma mente sem foco e confusa nos deixa exautos e sem a capacidade de viver as nossas boas intenções.  

Somente estes dois pensamentos sobre a confusão deixam bem claro o fato que o autor da confusão não é Deus.

Se o autor da confusão não é Deus, então quem é?  Às vezes, eu.  Às vezes, você.  Às vezes, o maligno.  Não importa quem seja, temos que resistir à confusão e submeter a Deus a nós mesmos e a nossa confusão.

Quantas boas intenções, amor e vida perdemos cada dia por causa da nossa confusão?Quantas pessoas passam o dia sem ser amadas por causa da confusão?

Ó Jesus, nos livre da confusão e traga a luz da sua presença!

Pr. Carlos McCord
Presidente Ministério Permanecer